Como lidar com desânimo após abusos psicológicos na infância e no casamento?

Por Cliente anônimo · · 33 visualizações · Relacionamentos Família Trauma Autoconhecimento
Muito desânimo, devido abusos psicológicos na infância, repetidos no casamento por escolha de parceiro abusivo, traição. Já tentei reprogramação mental, foco no espiritual. Agora me afastei novamente da minha família que sempre tenta me controlar todos meus passos sendo eu independente financeiramente.

3 respostas de terapeutas

Katia Arsilla
Ver perfil · Pilar do Sul/SP
Pelo que você relata, é compreensível sentir desânimo diante de experiências tão dolorosas. Muitos indícios sugerem que esses padrões podem ter sido herdados do sistema familiar e observados na infância, persistindo até hoje e trazendo desequilíbrios. Sessões de autoconhecimento e processos terapêuticos com técnicas adequadas podem ajudar na ressignificação positiva. É importante lembrar que essa resposta não substitui o acompanhamento profissional individual. Se você estiver enfrentando sinais de crise, como ideação suicida, recomendo entrar em contato com o CVV pelo número 188. Considere buscar um acompanhamento individual para um suporte mais direcionado.
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Robert Rocha
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Entendo perfeitamente. Já conheci vários casos assim e o que pode te ajudar é conhecimento e processo terapêutico. Se fizer sentido pra você posso te ajudar
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Maxine Márqúes
Ver perfil · Setúbal
Oi. Quero começar dizendo que eu acolho com muito respeito tudo que você viveu e está vivendo. É profundamente exaustivo passar por abusos psicológicos na infância, ver isso se repetir no casamento e, mesmo sendo independente financeiramente, ainda sentir o peso do controle da família. O desânimo depois de tanta luta faz total sentido, e o que você sente é válido. É comum que, depois de um histórico assim, o corpo e a mente entrem em um estado de proteção. O desânimo muitas vezes não é "preguiça" nem "falta de fé". É o corpo dizendo "eu cansei de me defender sozinha". Quando a gente tentou reprogramação mental, foco espiritual, e ainda assim a dor volta, é sinal de que existem feridas mais antigas pedindo um cuidado diferente, mais profundo e mais seguro. O caminho pra lidar com esse desânimo costuma ser reconstruir a segurança interna aos poucos, com muito respeito pelo seu tempo e pela sua história. Algumas coisas que geralmente ajudam nesse processo: 1. **Validar o cansaço:** Reconhecer "eu estou desanimada porque vivi coisas muito pesadas" não é se fazer de vítima. É honrar sua luta. Descansar disso também é parte da cura. 2. **Diferenciar proteção de isolamento:** Se afastar de quem controla é um ato de proteção necessário. Só é importante observar se o afastamento não virou uma solidão que pesa. Ter pelo menos uma pessoa ou um espaço onde você pode ser você, sem julgamento, faz diferença. 3. **Voltar pro agora, no seu ritmo:** Depois de tanto abuso, confiar em si mesma fica difícil. A pergunta não é "como ser feliz pra sempre?", é "o que eu preciso hoje pra me sentir 1% mais segura?". Pode ser um banho quente, um limite, um silêncio. Uma prática pra quando o desânimo pesar: coloca uma mão no peito e outra na barriga. Respira fundo e diz pra você: "Eu sobrevivi a tudo isso. Meu cansaço é válido. Hoje eu só preciso cuidar de mim, um passo de cada vez." **Aviso importante:** Este texto é um acolhimento e uma informação geral. Vivências de abuso psicológico na infância e em relacionamentos deixam marcas complexas que pedem um cuidado especializado. O espaço terapêutico ou profissional individual é o ambiente seguro e adequado para olhar com profundidade para essas feridas, entender os padrões que se repetem e construir, junto com você, novas formas de se relacionar consigo mesma e com o mundo. Cuidar da saúde emocional depois de tanto é um ato de coragem imensa. Se em algum momento o desânimo ficar pesado demais ou vierem pensamentos de não querer mais continuar, por favor, busque apoio imediato. O CVV - Centro de Valorização da Vida oferece escuta gratuita, sigilosa e 24 horas por dia pelo telefone 188. Em caso de risco imediato ou situações de violência, o número da Polícia Militar é 190. Com respeito à sua história e ao seu processo, Maxine Márqúes Terapeuta
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