Como entender o medo de novos relacionamentos após traições anteriores?

Por Cliente anônimo · · 36 visualizações · Relacionamentos Autoconhecimento Ciúmes e confiança
Tenho medo de novos relacionamentos amorosos, pois fui traída nos anteriores. Como entender o que me fez repetir esse padrão e encontrar um relacionamento saudável?

3 respostas de terapeutas

Maira Pinheiro - Psicoterapeuta
Ver perfil · São Paulo/SP
quando um padrão se repete vale olhar também para o que emocionalmente nos faz permanecer, insistir ou escolher relações parecidas. Muitas vezes isso vem de medo de perder, carência, necessidade de aprovação ou dificuldade de perceber sinais. Um relacionamento saudável começa quando a gente fortalece a própria autoestima, aprende a colocar limites e passa a escolher alguém pela verdade, reciprocidade e maturidade, e não só pela intensidade do sentimento.
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Katia Arsilla
Ver perfil · Pilar do Sul/SP
Quando enfrentamos experiências dolorosas, como a traição, é natural sentir medo de se abrir novamente para novos relacionamentos. É importante reconhecer e validar esses sentimentos. Para entender o que pode ter contribuído para repetir esses padrões e encontrar um relacionamento saudável, pode ser útil explorar suas experiências em um espaço seguro. A terapia pode oferecer ferramentas e processos que ajudam a transformar essas feridas em aprendizados, facilitando a construção de novas conexões. Considere buscar um acompanhamento individual para trabalhar essas questões de forma mais profunda e personalizada.
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Maxine Márqúes
Ver perfil · Setúbal
Oi, tudo bem? Antes de qualquer coisa, quero te dizer que eu sinto muito por você ter passado por isso. O medo de se relacionar de novo depois de uma traição é uma dor real, profunda e muito cansativa de carregar. É totalmente compreensível você se sentir assim, e eu quero que você saiba que seus sentimentos são válidos e você não está sozinha. Quando a gente vive algo muito difícil, é natural que nosso corpo e nossa mente fiquem em estado de alerta. É como se criasse um "alarme" pra tentar proteger a gente de sentir aquela dor de novo. Por isso, mesmo com vontade de tentar algo novo, é comum sentir ansiedade, desconfiança ou vontade de se afastar. Isso não é frescura. É uma forma que você encontrou pra se cuidar quando precisou. O desafio é que, às vezes, esse alarme continua tocando mesmo quando já não há perigo. E aí ele acaba te limitando de viver coisas boas no seu tempo. Três coisas que podem ajudar nesse processo: 1. **Se acolher de verdade:** Ter medo depois de se machucar é humano. Você não fez nada de errado por sentir isso. 2. **Separar as histórias:** A pessoa nova não é a mesma pessoa que te machucou. São momentos e pessoas diferentes. 3. **Respeitar seu ritmo:** Confiança se reconstrói aos poucos. Não tem um prazo certo pra isso acontecer. Se fizer sentido pra você, experimenta agora: coloca a mão no peito, respira fundo três vezes bem devagar e fala pra você mesma: "Eu reconheço a minha dor. E eu mereço ir no meu tempo, do meu jeito." **Aviso importante:** Este texto é um acolhimento geral e informativo. Ele não substitui, em nenhuma hipótese, um acompanhamento terapêutico ou profissional individual, que é o espaço adequado para olhar com segurança e profundidade para a sua história única. Cuidar da nossa saúde emocional faz toda diferença. Se em algum momento você se sentir muito sobrecarregada ou com pensamentos difíceis, saiba que você pode buscar apoio. O CVV - Centro de Valorização da Vida oferece escuta 24 horas por dia, de forma gratuita e sigilosa, pelo telefone 188. No meu trabalho como terapeuta, acolho pessoas que querem se sentir mais seguras nos seus vínculos, usando caminhos de reeducação emocional, sempre respeitando a história e o tempo de cada uma. Se você sentir que ter um espaço só seu, com escuta profissional, pode te ajudar nesse momento, será uma alegria te receber. Você pode ver no meu perfil como funciona o acompanhamento individual. Com carinho e respeito pelo seu momento, Maxine Márqúes Terapeuta
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