Como lidar com conflitos familiares e estabelecer limites saudáveis?
Quero trabalhar alguns conflitos que estão acontecendo ao mesmo tempo e que estão mexendo muito comigo: minha relação com minha mãe, meu filho e a decisão sobre quem quero ao meu lado no meu casamento.
Não falo com minha mãe há quase 10 anos. Decidi me afastar porque ela me fez muito mal, principalmente em situações relacionadas ao meu filho. Hoje, depois de muita terapia, consigo compreender melhor meus traumas de infância e também a história dela. Consigo enxergá-la como uma mulher guerreira e tenho admiração por algumas coisas da sua trajetória, mas ainda existe uma mágoa dentro de mim.
Quando meu filho me agrediu e precisei afastá-lo de casa, minha mãe o acolheu. No começo achei que fosse algo positivo, mas depois senti que ela passou a usá-lo contra mim, influenciando-o e dificultando meu contato e o exercício do meu papel de mãe. Isso me feriu profundamente.
Hoje quero conseguir perdoar minha mãe e ficar em paz com essa história, mas não necessariamente quero que ela volte a fazer parte da minha vida íntima. Não quero que ela esteja dentro da minha casa, do meu relacionamento ou do meu convívio diário. Quero aprender a manter meus limites sem carregar culpa ou ressentimento.
Em relação ao meu filho, ele tem 23 anos e existe um ciclo que está me deixando muito cansada. Ele vem à minha casa, leva drogas, eu me aborreço, estabeleço limites e mando-o embora porque não aceito isso dentro da minha casa. Depois fico emocionalmente abalada e tudo acaba se repetindo. Sinto que ele não respeita minha casa nem minhas decisões. Também me preocupa o fato de ele estar malvisto onde moramos e de alguma situação grave acontecer.
Eu amo meu filho, mas estou entendendo que amar não significa aceitar comportamentos que ultrapassam meus limites. Preciso aprender a estabelecer esses limites sem me sentir uma mãe ruim.
Agora vou me casar e isso trouxe tudo novamente. Uma parte de mim sente que minha mãe deveria estar presente porque é minha mãe e porque gostaria de viver esse momento com ela. Outra parte sente ansiedade, medo e até pânico só de imaginar sua presença, porque algumas feridas ainda estão muito vivas.
Com meu filho também estou dividida. É triste pensar em uma mãe se casar sem o filho único presente, e isso me causa culpa. Ao mesmo tempo, tenho medo de convidá-lo e acabar vivendo no meu casamento o mesmo ciclo que vivo em casa: drogas, desrespeito, conflitos e preocupação. Tenho medo de não convidá-lo e ser julgada como uma mãe ruim. Percebo que esses rótulos ainda me atingem e me machucam.
Quero trabalhar principalmente a culpa, o medo e a necessidade de agradar ou provar que sou uma boa mãe ou uma boa filha. Quero aprender a diferenciar amor de responsabilidade pelas escolhas dos outros e entender que posso amar minha mãe e meu filho sem permitir que ultrapassem meus limites.
Também quero aprender a decidir quem estará no meu casamento sem agir pela culpa ou pelo medo. Quero viver esse momento em paz, sem tentar consertar relações ou repetir ciclos que já me fizeram sofrer.
No fundo, quero aprender que posso amar, perdoar e manter limites ao mesmo tempo. Quero conseguir escolher o que é saudável para mim sem me sentir culpada por isso.
Não falo com minha mãe há quase 10 anos. Decidi me afastar porque ela me fez muito mal, principalmente em situações relacionadas ao meu filho. Hoje, depois de muita terapia, consigo compreender melhor meus traumas de infância e também a história dela. Consigo enxergá-la como uma mulher guerreira e tenho admiração por algumas coisas da sua trajetória, mas ainda existe uma mágoa dentro de mim.
Quando meu filho me agrediu e precisei afastá-lo de casa, minha mãe o acolheu. No começo achei que fosse algo positivo, mas depois senti que ela passou a usá-lo contra mim, influenciando-o e dificultando meu contato e o exercício do meu papel de mãe. Isso me feriu profundamente.
Hoje quero conseguir perdoar minha mãe e ficar em paz com essa história, mas não necessariamente quero que ela volte a fazer parte da minha vida íntima. Não quero que ela esteja dentro da minha casa, do meu relacionamento ou do meu convívio diário. Quero aprender a manter meus limites sem carregar culpa ou ressentimento.
Em relação ao meu filho, ele tem 23 anos e existe um ciclo que está me deixando muito cansada. Ele vem à minha casa, leva drogas, eu me aborreço, estabeleço limites e mando-o embora porque não aceito isso dentro da minha casa. Depois fico emocionalmente abalada e tudo acaba se repetindo. Sinto que ele não respeita minha casa nem minhas decisões. Também me preocupa o fato de ele estar malvisto onde moramos e de alguma situação grave acontecer.
Eu amo meu filho, mas estou entendendo que amar não significa aceitar comportamentos que ultrapassam meus limites. Preciso aprender a estabelecer esses limites sem me sentir uma mãe ruim.
Agora vou me casar e isso trouxe tudo novamente. Uma parte de mim sente que minha mãe deveria estar presente porque é minha mãe e porque gostaria de viver esse momento com ela. Outra parte sente ansiedade, medo e até pânico só de imaginar sua presença, porque algumas feridas ainda estão muito vivas.
Com meu filho também estou dividida. É triste pensar em uma mãe se casar sem o filho único presente, e isso me causa culpa. Ao mesmo tempo, tenho medo de convidá-lo e acabar vivendo no meu casamento o mesmo ciclo que vivo em casa: drogas, desrespeito, conflitos e preocupação. Tenho medo de não convidá-lo e ser julgada como uma mãe ruim. Percebo que esses rótulos ainda me atingem e me machucam.
Quero trabalhar principalmente a culpa, o medo e a necessidade de agradar ou provar que sou uma boa mãe ou uma boa filha. Quero aprender a diferenciar amor de responsabilidade pelas escolhas dos outros e entender que posso amar minha mãe e meu filho sem permitir que ultrapassem meus limites.
Também quero aprender a decidir quem estará no meu casamento sem agir pela culpa ou pelo medo. Quero viver esse momento em paz, sem tentar consertar relações ou repetir ciclos que já me fizeram sofrer.
No fundo, quero aprender que posso amar, perdoar e manter limites ao mesmo tempo. Quero conseguir escolher o que é saudável para mim sem me sentir culpada por isso.
1 resposta de terapeuta
Robert Rocha
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Você já percebeu algo muito importante: amar não significa permitir que alguém ultrapasse os seus limites. O que aparece na sua história é uma mistura de culpa, medo de ser julgada e necessidade de provar que é uma boa mãe ou uma boa filha. Na terapia, podemos trabalhar a raiz desses padrões para que você consiga perdoar sem precisar reabrir portas, amar seu filho sem aceitar comportamentos que ferem seus limites e tomar as decisões sobre seu casamento pelo que é saudável para você — e não pela culpa. O objetivo é que você consiga viver esse momento em paz, entendendo que colocar limites também é uma forma de cuidar de si.
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