Como deixar de ser mãe da minha mãe? Estou fora do meu lugar?

Por Cliente anônimo · · 49 visualizações · Relacionamentos Família Autoconhecimento
Como deixar de ser mãe de sua mãe? Eu estou fora do meu lugar?

3 respostas de terapeutas

Katia Arsilla
Ver perfil · Pilar do Sul/SP
Entendo que você está lidando com um peso emocional significativo. Essa sensação de "ser mãe da sua mãe" muitas vezes indica uma inversão de papéis, onde você assume responsabilidades que não são suas. Isso pode ocorrer por diversos motivos, como dinâmicas familiares disfuncionais ou a necessidade de cuidar de quem deveria cuidar de você. Para investigar isso, eu te pergunto: quando você sente que está assumindo esse papel, quais sentimentos aparecem? E como isso se relaciona com a sua relação com sua mãe? Essa reflexão pode te ajudar a entender como você pode se reposicionar e retomar seu lugar. Vamos explorar isso juntos?
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Robert Rocha
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Quando a filha ocupa o lugar da mãe, normalmente ela começa a carregar pesos, responsabilidades e dores que não eram dela. E por mais que exista amor nisso, ninguém consegue viver em paz ocupando um lugar que emocionalmente não pertence a si. O primeiro passo não é lutar contra isso… é reconhecer. Porque quando a filha volta para o lugar de filha, ela finalmente pode parar de sobreviver e começar a viver a própria vida.
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Maxine Márqúes
Ver perfil · Setúbal
Oi. "Ser mãe da própria mãe" cansa até o osso, né? Aos 6, 8, 52, 40, 30 anos... não importa. Dá uma sensação estranha de que você tá vivendo uma vida que não é sua. Faz sentido? E sim, tem nome pra isso: muitas vezes a gente sai do nosso lugar na família sem nem perceber, até mesmo por ter ouvido alguma palavra na infância que trouxe um peso de responsabilidade, são "N" situações que pode ter sido. Acontece quando, lá atrás, a gente precisou ser forte cedo demais. Cuidar de quem deveria cuidar da gente. Aí o corpo aprende: "meu valor tá em resolver a vida dos outros". Só que uma hora a conta chega. Vem a exaustão, a culpa quando pensa em você, e essa pergunta: "eu tô fora do meu lugar?". Não é sobre parar de amar sua mãe. É sobre amar do lugar certo. Filha cuida, mas filha não salva. Filha apoia, mas filha não carrega o destino todo nas costas. Quando a gente inverte, todo mundo perde: você fica sem ar, e ela continua sem aprender a andar sozinha. Acredita, é nescessário buscar autoconhecimento, descobrir a causa, têm solução, em um processo terapêutico, esse é o caminho, sai desse lugar e hoje estou aqui, é só decidir e da pra caminhar acompanhando no processo, é mais leve. Um micro-passo pra hoje: repara nas frases. Troca o "deixa que eu resolvo" por "me conta como você pensou em resolver". É um começo pra devolver pra ela o que é dela, e ficar com o que é seu: sua vida. Para você esteja 🎁 🫂 **Aviso importante:** Esse texto é um acolhimento e uma informação geral. Ele não substitui acompanhamento terapêutico ou profissional individual. É nesse espaço seguro que a gente olha com calma pra esses emaranhados de família, entende por que assumimos esse papel e aprende, aos poucos, a voltar pro nosso lugar de filha, sem culpa. Se essa confusão de papéis estiver pesando muito ou trazendo muita angústia, lembre que existe escuta. O CVV atende 24h, gratuito, no 188. Com respeito à sua história, Maxine Márqúes Terapeuta
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